quinta-feira, 28 de março de 2013

* Ajudando o Asperger a vencer a inércia.



A Síndrome de Asperger é uma forma de autismo que se manifesta de forma diferente em cada criança. Muitos têm dificuldade com a organização da linguagem corporal, compreensão e gestão do tempo. Essas características podem fazer com que tenham dificuldade de completar as tarefas na escola e em casa. Os pais e professores podem tornar-se frustrados tentando obter essas crianças em movimento e mantê-los focados. Existem várias estratégias que podem ajudar adultos gerenciar essas características e ajudar as crianças a aprender a superar essa inércia.

Estrutura

Essas crianças precisam de estrutura consistente e horários, mas pistas não deve depender de um relógio. Estabelecer um padrão para os tempos difíceis do dia. Por exemplo, de manhã, a criança deve levantar-se, ao mesmo tempo, o café da manhã, se vestir, pentear e escovar os dentes na mesma ordem a cada manhã. Fornecer uma lista escrita das tarefas e a ordem devem ser concluídas. As crianças mais jovens terão lembretes verbais, tais como, Quando terminar o almoço por favor se vestir imediatamente. Manter uma programação consistente vai ajudar as crianças a realizar tarefas designadas mais facilmente com menos problemas. Se possível, modelar as atividades e fazê-las com a criança para mostrar a ela o que fazer. As crianças com Asperger podem não serem capazes de aprender por simples observação. Elas devem ser ensinadas, passo a passo, como fazer tarefas diárias. Oferecer recompensas para a conclusão atempada de todas as tarefas. Algo tão simples como um gráfico de etiqueta pode ajudar a modificar o comportamento.

Eliminar as distrações

Muitas crianças com Asperger têm dificuldade de processar mais de um tipo de estímulos ao mesmo tempo. Eliminar as distrações, como televisão, música, computador ou outros dispositivos eletrônicos. Estabelecer uma regra que a criança não pode ter acesso a qualquer um destes dispositivos até a tarefa designada ou atividade for completada. Minha filha respondeu muito bem a isso como ela ficou mais velho e esses itens tornou-se mais importante para ela. Certifique-se de que a criança está realmente a ouvir. Você pode precisar tocar em seu braço ou ombro antes de lhes pedir para fazer alguma coisa. Se eles já estão ocupados com uma atividade que pode ter um momento ou dois para eles para mudar para a nova tarefa.

Estilo de personalidade

Crianças com Asperger aprendem a  se comportar de maneira diferente do que as outras crianças. Muitas crianças vão aprender o que fazer por simples observação e seguir as regras estabelecidas porque esse é o comportamento esperado. Crianças Asperger muitas vezes precisam de um motivo concreto para executar uma tarefa.


sexta-feira, 22 de março de 2013

quarta-feira, 20 de março de 2013

* Breve discussão sobre o impacto de se ter um irmão com transtorno do espectro do autismo.


Rafael e Vitor, grandes irmãos, grandes amigos.
by Pelo Direito dos Autistas (Notas) on Terça, 19 de março de 2013 às 08:52
Numa pesquisa realizada por Altiere e Kluge (2009), foram entrevistadas cinquenta e duas famílias com filho com TEA, com o objetivo de explorar as dificuldades e os sucessos em criar um filho com diagnóstico de TEA. Os autores observaram que muitos pais apresentaram uma grande dificuldade em prover uma vida normal também ao irmão sem deficiência. Muitos relataram comportamentos de ciúmes, uma vez em que o filho com autismo exige uma grande demanda de atenção. Outros relataram que embora reconheçam que o irmão sem deficiência busca de alguma forma ajudar nos cuidados gerais do irmão com autismo, é evidente que esse esforço gera um significativo nível de estresse nesse irmão. Segundo Altiere (2006), a maior parte da literatura sobre famílias com filho com autismo foca na relação mãe e filho e excluem análises da relação entre os irmãos, o autor destaca a necessidade de estudos que visem maior investigação empírica a fim de compreender melhor o impacto no irmão sem deficiência de se ter um irmão com autismo.Segundo McIntyre e Quintero (2010), a mudança no papel tradicional do irmão com desenvolvimento normal, pode resultar em problemas adaptativos tanto dentro do ambiente familiar, como em ambientes sociais, como a escola por exemplo. Para esses pesquisadores, a literatura indica que irmãos de criança com autismo apresentam menos comportamentos sociais e se queixam de sentirem-se solitários, quando comparado a irmãos sem deficiência. No entanto tal diferença não é observada quando se compara irmão de criança com autismo com irmão de criança com retardo mental, Síndrome de Down ou atraso na linguagem (MCINTYRE; QUINTERO, 2010).Para Sifuentes e Bosa (2010), é comum que as mães se sintam sobrecarregadas em cuidar do filho com TEA e exercer quaisquer outras atividades, como por exemplo, dar atenção ao irmão sem deficiência. Além desse filho estar exposto a um significativo nível de estresse e depressão no ambiente familiar, o aumento de expectativas e responsabilidades e um menor envolvimento parental, também podem estar presentes (MCINTYRE; QUINTERO, 2010)
É comum que o irmão sem deficiência procure compensar a sobrecarga de cuidado da mãe exercendo o cuidado direto ao irmão com TEA, buscando cuidar, brincar, ajudar na limpeza higiênica ou também através de ajuda indireta, como por exemplo, nos afazeres da casa.Torrens (2006) indica que nem sempre o irmão com desenvolvimento normal verá o papel decuidador como algo positivo. Em alguns casos pode existir receio com relação à reação dos amigos. Também há relatos de irmãos que se preocupam com a possibilidade de contágio, principalmente em casos em que existe falta de informação sobre a deficiência. Uma das questões mais recorrentes citadas pelo autor é a de querer compensar a deficiência do irmão buscando uma independência precoce.Ainda segundo Torrens (2006), dificuldades podem emergir da relação dos pais com o irmão não deficiente. Falar da deficiência do irmão, compartilhar a atenção entre os filhos de modo que o irmão não deficiente não se sinta excluído e por fim a dificuldade de exigir responsabilidades que não serão bem aceitas;estão entre as questões mais recorrentes. Mohamed (2010) indica que há na literatura pesquisas que demonstram que muitos irmãos na família podem prejudicar ainda mais a questão da divisão de atenção entre os filhos:como o filho com autismo demanda maioratenção, o irmão sem deficiência pode sentir-se negligenciado.McIntyre e Quintero (2010) realizaram uma pesquisa com quarenta e três famílias americanas, sendo que aproximadamente metade delas têm um filho em idade pré-escolar com TEA e outro em idade escolar com desenvolvimento normal. A outra metade das famílias, constituintes do grupo controle, também tem um filho em idade pré-escolar, porém sem atraso no desenvolvimento e outro filho em idade escolar também com desenvolvimento normal. Foram comparados os relatos de pais e professores sobre a adaptação social, comportamental e acadêmica entre irmãos de famílias com ou sem filho com TEA.Não se encontrou, no entanto, nenhuma diferença significativa. As autoras salientam, contudo, que devido o estresse familiar e depressão serem mais frequentes em famílias com filho com TEA, irmãos desse tipo de família são mais vulneráveis a possíveis dificuldades adaptativas no decorrer da vida.Segundo Rao e Beidel (2009), de modo geral os irmãos de crianças com TEA apresentam mais problemas comportamentais e adaptativos quando comparados ao grupo controle. Quando se comparam as diferenças entre os gêneros, irmãs apresentam melhor auto-imagem e senso de pertencimento social que os irmãos.Todavia, Altiere (2006) faz um contraponto a esse aspecto ao indicar que os próprios irmãos podem sentir como sendo recompensador cuidar do irmão autista, mesmo que a família possaachar isso uma tarefa prejudicial. Além disso, ainda segundo o autor, a ajuda do irmão sem deficiência no cuidado direto ao irmão autista suaviza a demanda de cuidado dos pais. O pai, que exerce um papel fundamental no apoio psicológico para a mãe, terá maior disponibilidade de ajudá-la e como consequência o nível de estresse familiar tenderá a diminuir.Uma pesquisa realizada por Gomes e Bosa (2004), também sustenta esse mesmo ponto de vista. Os autores realizaram um estudo com o objetivo de investigar a presença de indicadores de estresse e qualidade das relações familiares em irmãos de indivíduos com e sem TGD. A amostra foi composta de sessenta e duas crianças e adolescentes entre as idades de oito a dezoito anos e foi dividida em dois grupos, o primeiro composto de trinta e dois irmãos de crianças com TGD e o segundo, o grupo controle, composto de trinta irmãos de crianças com desenvolvimento típico, sendo que em ambos os grupos metade era composta por homens e a outra metade por mulheres. Os autores utilizaram diversos instrumentos, tais como uma ficha sobre dados demográficos e identificação de estressores, uma ficha sobre informações sobre o portador de TGD, Escala de Estress Infantil – ESI e um inventário de Rede de Relações. Os resultados encontrados
apontam para uma ausência de indicadores de estresse em ambos os grupos. Os autores discutem os resultados sugerindo que os benefícios provenientes dos serviços de saúde utilizados pelas famílias do primeiro grupo, justificam tal ausência. Essa fonte de apoio social, por sua vez, além de suavizar os fatores estressantes no irmão sem deficiência, faz com que o advento de se ter um irmão com TEA não seja tão adverso.
Fonte : Universidade Presbiteriana MackenzieCCBS – Programa de Pós-Graduação em Distúrbios do Desenvolvimento

segunda-feira, 11 de março de 2013

* Sintomas da Síndrome de Asperger.

Um diagnóstico preciso e seguro do Asperger

 
 
Como sempre afirmamos, cada criança é um mundo e não se pode generalizar. Menos ainda nos casos de Asperger. Um diagnóstico preciso e seguro só poderá ser dado por um médico especialista, assim como o devido tratamento.
No entanto, existem algumas características que podem ser observadas pelos pais quando seus filhos tenham entre 2 e 7 anos de idade. Normalmente, uma criança com Asperger pode apresentar algumas características com maior frequência. Aqui, apresentamos algumas:

1- Habilidades sociais e controle emocional

- Não desfruta normalmente do contato social. Relaciona-se melhor com adultos que com crianças da mesma idade. Não se interessa pelos esportes.
- Tem problemas de brincar com outras crianças. Não entende as regras implícitas do jogo. Quer impor suas próprias regras, e ganhar sempre. Talvez por isso prefira brincar sozinho.
- Custa-lhe sair de casa. Não gosta de ir ao colégio e apresenta conflitos com seus companheiros.
- Custa-lhe identificar seus sentimentos e os dos demais. Apresenta mais birras que o normal. Chora com facilidade por tudo.
- Tem dificuldades para entender as intenções dos demais. É ingênuo. Não tem malícia. É sincero.

2- Habilidades de comunicação

- Não pode olhar nos olhos quando fala contigo. Crê em tudo aquilo que lhes dizem e não entende as ironias. Interessa-se pouco pelo que dizem os outros. Custa-lhes entender uma conversa longa, e muda de tema quando está confusa.
- Fala muito, em tom alto e peculiar, e usa uma linguagem pedante, extremamente formal e com um extenso vocabulário. Inventa palavras ou expressões idiossincrásicas.
- Em certas ocasiões, parece estar ausente, absorto em seus pensamentos.

3- Habilidades de compreensão

- Sente dificuldade em entender o contexto amplo de um problema. Custa-lhe entender uma pergunta complexa e demora para responder.
- Com frequência não compreende uma crítica ou um castigo. Assim como não entende que ele deve portar-se com distintas formas, segundo uma situação social.
- Tem uma memória excepcional para recordar dados e datas.
- Tem interesse especial pela matemática e as ciências em geral.
- Aprende a ler sozinho ainda bem pequenos.
- Demonstra escassa imaginação e criatividade, por exemplo, para brincar com bonecos.
- Tem um senso de humor peculiar.

4- Interesses específicos

- Quando algum tema em particular o fascina, ocupa a maior parte do seu tempo livre em pensar, falar ou escrever sobre o assunto, sem importar-se com a opinião dos demais.
- Repete compulsivamente certas ações ou pensamentos para sentir-se seguro.
- Gosta da rotina. Não tolera as mudanças imprevistas. Tem rituais elaborados que devem ser cumpridos.

5- Habilidades de movimento

- Possui uma pobre coordenação motora. Corre num ritmo estranho, e não tem facilidade para agarrar uma bola.
- Custa-lhe vestir-se, desabotoar os botões ou fazer laço nos cordões do tênis.

6- Outras características

- Medo, angústia devido a sons como os de um aparelho elétrico.
- Rápidas coceiras sobre a pele ou sobre a cabeça.
- Tendência a agitar-se ou contorcer-se quando está excitado ou angustiado.
- Falta de sensibilidade a níveis baixos de dor.
- São tardios em adquirir a fala, em alguns casos.
- Gestos, espasmos ou tiques faciais não usuais.

sábado, 2 de março de 2013

* Como escolher atividades para crianças com Sìndrome de Asperger.


Passo a passo

  1. Escolha livros que tenham algum tipo de interação. Livros pop-up, livros com imagens coloridas ou texturas interessantes podem deixá-lo entretido e além disso, ele ainda aprenderá novas palavras.
     2. Vá ao parque. Exercícios são uma grande forma das crianças desabafarem. Playgrounds melhoram as habilidades motoras além das crianças se divertirem nos carrosséis, escorregadores e no balanços.
 
     3. Assista televisão ou filmes juntos e fale sobre os personagens. Você pode explicar o uso do sarcasmo em uma comédia ou explicar porque alguém chora em um drama. Isso pode funcionar como um tutorial que ajudará o seu filho no dia a dia.
 
     4. Mantenha quebra-cabeças por perto. Crianças com síndrome de Asperger precisam desenvolver suas habilidade espaciais. Quebra-cabeças ou formatos de qualquer tipo são uma maneira divertida de fazer com que as crianças trabalhem com as mãos e pensem como encaixar as peças juntas.
 
     5. Jogue jogos de tabuleiro juntos. Isso proporciona interação social da maneira que crianças com Asperger se sentem mais confortáveis. E, como todas as crianças, jogos ajudam as crianças a aprender a lidar com a derrota.
 
    6. Cantem juntos. Pesquisas mostram que a música tem um poder importante na socialização em crianças com Asperger. Além disso, como todo mundo, providencia um momento agradável aprendendo novas palavras quando são encaixadas na música.
 
 

sexta-feira, 1 de março de 2013

* Reportagem: Autismo desaparece em algumas crianças quando elas crescem.

Pesquisa observou 34 jovens de até 21 anos, que tinham sido diagnosticados com a síndrome.

 
Algumas crianças com diagnóstico de autismo quando pequenas veem desaparecer completamente seus sintomas quando crescem, segundo um estudo realizado nos Estados Unidos. "Embora o autismo geralmente persista durante toda a vida, esta descoberta permite pensar que a síndrome poderia experimentar evoluções muito diversas", afirmou Thomas Insel, diretor do Instituto Americano de Saúde Mental (NIMH, na sigla em inglês), que financiou os trabalhos.

A pesquisa foi realizada por Deborah Fein, da Universidade de Connecticut (nordeste), com 34 jovens de 18 a 21 anos, que tinham sido diagnosticados com autismo em idades muito retomas e que, com o passar do tempo, tinham uma vida completamente normal. Estes jovens não apresentavam mais problemas de expressão, comunicação, reconhecimento de rostos ou socialização, sintomas característicos do autismo.

A pesquisa, publicada na revista "Child Psychology and Psychiatry", se concentrou em saber se o primeiro diagnóstico de autismo era suficientemente exato e se os sintomas efetivamente tinham desaparecido.
A resposta foi afirmativa nos dois casos, destacou Insel.

Os resultados deste estudo levam a crer que as dificuldades de socialização destas crianças eram mais brandas, embora tenham sofrido problemas de comunicação e movimentos repetitivos tão severos quanto os demais autistas. Para a avaliação mental destes 34 indivíduos estudados, os pesquisadores usaram testes cognitivos e de observação comum, bem como questionários enviados aos pais.

Para participar do estudo, os jovens tinham que estar em cursos regulares na escola ou na universidade e não se beneficiar de nenhum serviço especial para autistas. No entanto, a pesquisa não conseguiu determinar a proporção de crianças diagnosticadas com autismo que no futuro verão desaparecer os sintomas. "Todas as crianças autistas são capazes de progredir com as terapias intensivas. Mas no estado atual dos nossos conhecimentos, a maioria não chega a fazer os sintomas desaparecer", disse Deborah, que espera que novas pesquisas ajudem a entender melhor os mecanismos desta doença.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

* Dia Internacional da Síndrome de Asperger.

 
Hoje eu parei um pouquinho depois de um dia de trabalho e fiquei pensando em tudo que tenho vivido ao lado do meu Vitor. Tantas descobertas, tantas angústias, tantas mudanças.
Quando recebi o primeiro diagnóstico do Vitor ele tinha apenas 2 anos e meio, e não me esqueço do que estava escrito naquele relatório do neuropediatra que o acompanhava: "Portador de transtorno invasivo do desenvolvimento ainda não definido, com grandes características de Síndrome de Asperger". Até aquele momento eu nunca tinha ouvido falar em Síndrome de Asperger e de repente me vi envolvida nesse admirável mundo novo. Foi um choque, mais pior era ver o sofrimento do meu filho sempre que estava em novos ambientes ou em contato com novas pessoas. Após receber esse diagnóstico, fui atrás de toda informação que me fizesse compreender o que se passava com meu filho, sofremos e choramos juntos, nos isolamos, e aos poucos fomos nos abrindo para novas situações. Sempre juntos, cada passeio era comemorado, e aos poucos fui vendo lindos sorrisos no rostinho do Vitor, fui vendo ele interagir, primeiro com nossos parentes e aos poucos com as outras pessoas.
Até hoje passamos por momentos difíceis, mais a cada dia tenho me alegrado com coisas muito simples que normalmente não observamos em uma criança neurotípica, como cumprimentar um estranho, sentar em um restaurante, passear no Shopping, dar um recado, pedir algo ou brincar com outras crianças, tudo parece tão simples, tão natural.
Sempre fui uma pessoa muito agitada, inquieta (acho que até hiperativa) e de forma muito suave, Deus tem me ensinado a parar um pouco, curtir coisas muito simples e me alegrar com o que parece trivial.
Agradeço a Deus, que me deu essa chance de ver o mundo com as lentes da síndrome de Asperger, e com toda certeza meu mundo ficou mais belo, e coisas muito simples passaram a ter mais beleza, mais "vitória".

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

* Cinema em família.

 
Dia muito especial!
 
Foi a primeira vez que eu fui ao cinema com o Vitor. A um tempinho atrás eu até pensei que esse dia não chegaria pois ele não parava para assistir nenhum filme, apenas alguns desenhos bem curtos.
Ele já foi ao cinema com a escola no ano passado assistir A Era do Gelo 4, a professora disse que ele apresentou razoável interesse, comum a idade (5 anos). O que ele gostou mesmo foi de passear com os colegas da escola.
Também já tinha ido ao cinema com a sua Tia Sila e os primos, eles me contaram o mesmo que a professora, que seu interesse foi razoável mais que ele demonstrava muita alegria de estar com os primos.
Bom, como a parte de socialização do Vitor está com grandes progressos, achei que era o momento de ir pessoalmente ver como ele reagia no cinema.
Fomos todos juntos (Papai Wilson, Eu, o irmão Rafael e o Vitor), escolhemos assistir Detona Ralph 3D o que foi legal, pois ele tinha que permanecer de óculos. Deu tudo certo. Ele ficou quieto e com os óculos durante o filme inteiro (claro que com muita pipoca e refrigerante).
Claro que durante o filme ele ficou o tempo inteiro questionando tudo o que acontecia, percebi que o Vitor observava o seu irmão e fazia tudo igualzinho e que todo o tempo ele demonstrava estar muito feliz (e eu também).

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

* Facilitando a volta às aulas para crianças Aspies.

O início do ano escolar é um momento cheio de surpresas e ansiedades para todos, pais, professores e principalmente para as crianças. Em especial para uma criança com síndrome de Asperger já que o início das aulas provoca intensa ansiedade. Mesmo se ela estiver voltando para a mesma escola há inúmeras mudanças e novas situações que deverá enfrentar. Acordar mais cedo, novos professores, novos colegas, novas salas de aula, novos livros, uma nova programação e novas rotinas! Sabendo que Aspies se saem melhor quando sabem o que esperar e, o que responder, que foram preparadas algumas para aliviar a ansiedade escolar em crianças com Asperger(e seus pais) proporcionando uma transição mais suave a esta nova etapa:
 
1 – Prepare o seu filho: Mostre no calendário o dia que as aulas vão iniciar, conte regressivamente os dias com ele, deixe-o sempre a vista. Faça a preparação do material com eles, encapar, comprar(se possível) etc. Duas semanas antes de iniciarem as aulas comece preparando seu “relógio biológico” o acordando mais cedo do que quando em férias até chegar o mais próximo do horário que deverá acordar para ir a escola. Tente sempre que possível, ver o mundo através de seus olhos e discutir os detalhes de quem, o quê, onde, quando e como ele vai experimentar esta nova fase (vocês pais já foram para escola, use sua experiência para se colocar no lugar dele). Certifique-se de dar uma certa quantidade de informações por vez para evitar sobrecarregar o seu filho.

2 – Prepare o professor: O professor é o seu parceiro mais importante para garantir o sucesso de seu filho na escola. Desde o início, certifique-se em desenvolver uma relação aberta e positiva com ele. Reúna-se com o seu professor e compartilhe os pontos fortes do seu filho e assim como suas dificuldades. Se possível junto com o professor do ano anterior, pois este já tem uma maior entendimento das necessidades e potencialidades de seu filho. Forneça ao professor um resumo (por escrito) de como seu filho é e como a síndrome de Asperger se caracteriza nele (lembrando que cada criança é uma, pegar materiais prontos podem ser devastadores o mellhor a ser feito e pegar estes mesmos materiais para se embasar, mas fazer um que fale do SEU filho). Escreva/Fale sobre as estratégias que já foram usadas e deram certo para seu filho. Lembre-se a ansiedade é geral, nenhum professor é obrigado a saber sobre as necessidades especiais de seu filho, ele precisa muito da sua ajuda, da sua orientação e colaboração.

3 – Mostre-me, não apenas diga: Visitem a escola antes do início das aulas, percorra com seu filho os trajetos na escola, sair da sala e ir ao refeitório, sala da orientadora, ginásio, biblioteca, caminhe e vá junto com ele descobrindo estes lugares, de uma maneira calma, serena e divertida. Faça deste dia um momento especial para vocês. Ao entrar nos lugares tente descrever como seria se ele já estivesse tendo aula e aja como seus colegas e professores estivessem ali(um teatrinho mesmo). Tais ensaios vão ajudar seu filho a praticar o que fazer, como fazer e vai se preparar para quando precisar, uma coisa a menos. Já pensou conhecer a escola, os amigos, professores, o barulho da criançada reunida e ainda ele nem saber onde é o banheiro? Por isso é neste ambiente seguro (junto com alguém que confia) a melhor maneira de orientá-lo para iniciar o ano letivo, esta experiência visual irá ajudar a construir um mapa na memória que irá ajudar a reduzir a ansiedade. Aproveite para ver, no site da escola, fotos do campus e professores, bem como para ler as descrições de classe, horários curriculares e eventos da escola.

4 – E seu filho ficar nervoso na escola: Converse com seu filho e juntos tentem descobrir o que ele fazer para manter a calma. O oriente caso ele por algum motivo ficar nervoso na sala ou na escola: por causa dos estímulos sensoriais, tarefa difícil etc o que pode fazer para diminuir a ansiedade. Talvez um canto calmo, sala de música (claro com autorização), sair do local para tomar água, falar com a pessoa que pode ajudá-lo, ler uma revista/gibi etc. neste item vai depender do como seu filho se comporta, o que o distrai. Ensine ele a usar isso sempre que precisar e claro, passe esta informação para a coordenação e professores.
Preparação, planejamento e prática podem ajudar a aliviar a ansiedade escolar em crianças aspies. Desejo-lhes boa sorte e tenham um ano letivo maravilhoso!
 
*fonte: (southeastpsych.com)Traduzido e adaptado por Franciane Dal Pizzol, psicóloga especializada em trabalhar com crianças com asperger e suas famílias. Ela oferece terapia individual na clínica e online, treinamento de habilidades sociais. Para mais informações, visite www.aspergeronline.com.br .
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

* Volta às aulas 2013.

 
Realmente não tem sido fácil. Esse já é o terceiro ano do Vitor na mesma escola, e mesmo contando com o apoio de toda a equipe pedagógica, tenho tido muita dificuldade em conseguir deixá-lo na escola. Ele acorda relativamente calmo, se arruma sem grandes dificuldades, vai no carro conversando e cantando, mais na hora de entrar  tem sempre um drama. O fato é que quando eu vou embora ele fica muito bem, interage bem com os colegas, participa das atividades propostas com interesse e quando eu volto para buscá -lo ele sempre está feliz. Nunca é fácil e tranquilo deixá-lo na sala de aula, mais hoje foi um pouco mais dificil pois ele me segurou forte e ficou com os olhos cheios de lágrima. Procurei demonstrar força e deixei ele lá no pátio, aos cuidados da coordenadora e da psicopedagoga, e fui embora ouvindo seu choro e engolindo o meu. Chegando em casa, liguei para a escola e me disseram que ele já estava fazendo as atividades na sala com o restante da turma.
Parece cruel, mais meu esforço é fazê-lo entender que ele precisa ficar ali, confio na escola que escolhi para meu filho e sei que ele não está desamparado na minha ausência.
Vitor sentadinho ao lado da sala de aula. Que preguicinha!!!
 


* Aventuras de um pequeno Asperger em Maceió.


Finalmente chegou o dia tão esperado pelo Vitor desde que eu disse a ele que viajaríamos para Maceió. Por mais de 1 mês ele perguntava diariamente se era naquele dia  que ele iria "de avião prá o Maceió".
Vitor se comportou relativamente bem no avião, e chegando à Maceió pude perceber o encantamento dele ao ver o mar pela primeira vez. Não foi muito fácil para eu e meu marido controlar os impulsos dele, ele queria ficar solto, e não demonstrava nenhum medo das ondas do mar o que me rendeu oito dias de muita tensão.
Era bonito de ver seus olhinhos brilhantes em meio a tantas novidades: Passeios de barco, restaurantes diversos, feiras de artesanato, muitas praias, shows, e um turbilhão de estímulos que o envolviam.
Esperei 5 anos para levá-lo à praia e acho que fiz bem, aproveitei o melhor momento dele, e apesar das dificuldades que só quem tem um Asperger pode entender, foi uma experiência maravilhosa.
 
 
 
 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

* Visita ao dentista.

Vitor no colo do papai para sua primeira visita ao dentista.
A primeira visita do Vitor ao dentista demorou um bocado para acontecer. Confesso que eu tinha medo desse dia. Afinal, ele não costuma ser muito simpático com médicos ou dentistas, mais minha estratégia foi muito boa.
Marquei com o dentista que atende no clube e ai rolou aquela "chantagem" básica: - Filho, se você se comportar direitinho depois eu te levo pra dar um mergulho.
Não é que funcionou bem. O dentista era bem tranquilo, teve bastante paciência, mais mesmo assim o papai precisou segurar o Vitor no colo para ele abrir a boca.
Como eu tinha medo de levá-lo ao dentista e acabar vendo mais um daqueles chiliques, sempre cuidei direitinho dos dentinhos do Vitor e o resultado não podia ser melhor, nenhuma cárie e todos os dentinhos no lugar certo.
Difícil foi conseguir tirar foto. Ele não parou um segundo.
                                     

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

* Seja bem-vindo 2013.

Ano de muitas vitórias!
O Vitor está cada dia mais sociável. Aceita ir a lugares diferentes, se esforça para fazer amigos, e aquela choradeira interminável sempre que saíamos de casa já faz parte do passado. Tenho muitos motivos para comemorar o fim do ano de 2012 e milhões de espectativas para 2013.
Grande alegria para mim esse ano foi conhecer pessoas que convivem com portadores do espectro do autismo e assim como eu sabem o valor de pequenas conquistas. Foi ver que eu não estava sozinha e principalmente que eu tenho infinitamente mais motivos para comemorar do que para me entristecer.
Meu desejo para o próximo ano é continuar lutando, plantando e colhendo as vitórias dos meus filhos. E que venha 2013, que venham novos desafios, novas conquistas e novas razões para que eu possa continuar me encantando com a vida.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

* Carta de repúdio.

Compartilho a carta de repúdio abaixo, unida a milhares de pais de portadores da Síndrome de Asperger e demais síndromes do espectro do autismo.

Muito triste viver lutando por um mundo mais inclusivo e em pleno domingo, assistir na televisão comentários tão absurdos de alguém tão notadamente despreparada.

Carta de repúdio ao discurso da psicóloga Elizabeth Monteiro no Faustão


Queridos,
O que quero dizer está na carta abaixo. Fiquem à vontade para compartilhar.
Ainda não descobri nenhum email da produção do Domingão do Faustão. Minha intenção era direcionar esta carta a eles.
Para quem ainda não viu a coleção de barbaridades ditas pela psicóloga Elizabeth Monteiro no Domingão do Faustão de hoje (misturando Aspies com Psicopatas), segue o link:
http://tvg.globo.com/programas/domingao-do-faustao/O-Programa/noticia/2012/12/totia-meirelles-participa-do-diva-do-faustao-no-palco-do-domingao.html
Domingo, 16 de Dezembro de 2012
 
À Rede Globo de Televisão,
 
Sobre a participação desastrosa da psicóloga Betty Monteiro no quadro “Divã do Faustão” no dia hoje, gostaria de esclarecer vários pontos:
1. Não há nenhuma confirmação oficial de que o atirador da escola de Newtown seja portador da Síndrome de Asperger, condição pertencente ao espectro do autismo;
2. Os portadores da Síndrome de Asperger não são considerados, “às vezes, inteligentes” como crê a profissional. A inteligência acima da média é, ao contrário, um dos fatores determinantes para que o indivíduo seja classificado como Asperger;
3. Não há nenhuma evidência científica de que autismo ou Síndrome de Asperger estejam relacionados a comportamento violento. Ao contrário: portadores de autismo ou outros tipos de necessidades especiais são, geralmente, as maiores vítimas da violência. Portanto, a afirmação do apresentador Fausto Silva de que a mãe deveria “manter as armas longe do rapaz” porque sabia que ele tinha Síndrome de Asperger é ofensiva e não condiz com a realidade.
4. A psicóloga Elizabeth Monteiro confunde, em seu discurso, psicopatas – pessoas incapazes de sentir empatia – e autistas. Estes últimos, apesar de muito sensíveis, possuem dificuldade com a expressão dos sentimentos, e não com os sentimentos em si.
5. Sobre a afirmação da psicóloga de que “um bebê que não sorri, não é legal. Um bebê que não brinca, um bebê que chora muito, uma criança perversa que joga o gato em água quente, isso pode ser sinal de psicopatia”. A profissional deveria se informar com um médico psiquiatra para não cometer o erro grosseiro de misturar sinais tão distintos em um mesmo pacote. Uma criança que não sorri, não brinca ou chora muito pode ter, além de autismo, várias outras síndromes genéticas que nada têm a ver com a psicopatia ou a perversidade.
As informações passadas ao vivo no Domingão do Faustão, programa de grande audiência e abrangência, sugerindo que portadores da Síndrome de Asperger apresentam perigo à sociedade são injustas, incorretas e caluniosas.
Por fim, estima-se que, no Brasil, haja cerca de 2 milhões de autistas. Suas famílias lutam incessantemente pela inserção social, inclusão escolar, pela informação e eliminação dos preconceitos que cercam seus entes queridos. Terá sido todo esse trabalho em vão? Serão nossas crianças ainda mais discriminadas pelos colegas nas escolas, agora que suas mães viram a senhora Betty Monteiro desfilar suas inverdades em um programa dominical? Passarão a ser vistos como possíveis psicopatas, cruéis e sem sentimentos?
O ato bárbaro cometido nos Estados Unidos foi decisão de um indivíduo. Se ela possuía ou não Síndrome de Asperger é tão irrelevante quanto a cor de seus olhos. Mais triste que a tragédia em si é penalizar todos os pertencentes ao espectro do autismo pelos atos de um só.
Por todo o ocorrido, eu, juntamente com todos os pais de autistas do Brasil, exijo uma retratação oficial da Rede Globo de Televisão.

Atenciosamente,

Andréa Werner Bonoli

domingo, 16 de dezembro de 2012

* Fazendinha de Natal.


Preparação para o passeio ainda na Abraci- DF.

O Vitor é atendido semanalmente em uma associação de pais que eu me orgulho muito de participar. A Abraci-DF (Associação Brasileira de Autismo, Comportamento e Intervenção) é mantida exclusivamente por uma taxa associativa de valor mínimo dos pais das crianças atendidas.
Os atendimentos são dentro da abordagem de Análise do Comportamento Aplicada (ABA), e o objetivo é instrumentalizar os pais para que possam continuar estimulando seus filhos em casa diariamente.
Desde que começamos a frequentar esses atendimentos no início deste ano tenho somado grandes progressos, boa parte deles estão aqui no blog.
Hoje foi dia de passeio com as famílias que participam do atendimento. Foi uma tarde perfeita na Fazendinha de Natal, uma iniciativa do Sistema CNA aqui em Brasília.
As crianças puderam estar em contado com vários animais de fazenda, fomos recebidos com uma estrutura muito boa e os funcionários atenderam nossas crianças com muito carinho e atenção.
O Vitor se divertiu muito com seus amiguinhos e eu acho que me diverti ainda mais pois para todo lado só o que se via era rostinhos felizes. No final, as crianças receberam uma linda sacolinha recheada de gostosuras e brinquedos.
 
 Chegando lá, foi só alegria e diversão.
Os animais deram um show a parte.
 
 Luan, Adriel e Vitor (muito quietinhos).
 
 Hora de ir embora.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

* Divino passeio.

"Que alegria quando ouvi que me disseram: Vamos a casa do Senhor." Salmos 121.1
 
Já tem alguns meses que o Vitor tem demonstrado um interesse intenso por conhecer Igrejas. As vezes o papai sai de carro com ele e fica procurando alguma igrejinha aberta, ele entra, admira, fica quietinho e muito feliz. É algo lindo de ver.
No Ipad, ele adora ficar descobrindo novas igrejas no Google Mapas.
Hoje, eu não trabalhei de tarde e ele ficou o tempo todo me chamando para ir passear na igreja. No final da tarde, levei ele lá um pouquinho, e foi só descer do carro para ele abrir um sorriso iluminado, a alegria que ele estava era muito impressionante.
Entramos, sentamos e rezamos ai ele me olhou e falou baixinho:
_ Mãe, agora eu vou lá falar com o Papai do Céu, pode ser?
Nessa hora eu só me lembrava das inúmeras vezes que eu chegava na igreja com o coração angustiado, desanimada e  pedia a Deus que me ajudasse a entender o Vitor. Agora, eu tenho um anjinho que me chama para ir conversar com Deus.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

* O dia da Vitória.


Hoje minha esperança se vestiu de azul, meus desejos são azuis, meus sonhos são como o céu em dia de sol e meu coração, esse sim está inteirinho azul.
Desde que embarquei nesse incrível mundo de descobertas que é o Autismo e seus espectros, tenho desejado a aprovação a lei 168/11 em prol dos direitos dos autistas.
Agora, sigo sonhando, não só sonhando, eu luto e tenho muito orgulho de lutar não apenas pelo meu filho (portador da Síndrome de Asperger), luto porque acredito em nossos anjos azuis, acredito que eles são vitoriosos, acredito que o mundo tem muito a ganhar se  permitir envolver-se pelo autismo, por esse mundo tão fabuloso, tão cheio de superação e tão rico de amor.


O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º Esta Lei institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e estabelece diretrizes para sua consecução.
§ 1º Para os efeitos desta Lei, é considerada pessoa com transtorno do espectro autista aquela portadora de síndrome clínica caracterizada por:
I – deficiência persistente e clinicamente significativa da comunicação e da interação sociais, manifestada por deficiência marcada de comunicação verbal e não verbal usada para interação social; ausência de reciprocidade social; falência em desenvolver e manter relações apropriadas ao seu nível de desenvolvimento;
II – padrões restritivos e repetitivos de comportamentos, interesses e atividades, manifestados por comportamentos motores ou verbais estereotipados ou por comportamentos sensoriais incomuns; excessiva aderência a rotinas e padrões de comportamento ritualizados; interesses restritos e fixos.
§ 2º A pessoa com transtorno do espectro autista é considerada pessoa com deficiência, para todos os efeitos legais.
Art. 2º São diretrizes da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista:
I – a intersetorialidade no desenvolvimento das ações e das políticas e no atendimento à pessoa com transtorno do espectro autista;
II – a participação da comunidade na formulação de políticas públicas voltadas para as pessoas com transtorno do espectro autista e o controle social da sua implantação, acompanhamento e avaliação;
III – a atenção integral às necessidades de saúde da pessoa com transtorno do espectro autista, objetivando o diagnóstico precoce, o atendimento multiprofissional e o acesso a medicamentos e nutrientes;
IV – a inclusão dos estudantes com transtorno do espectro autista nas classes comuns de ensino regular e a garantia de atendimento educacional especializado gratuito a esses educandos, quando apresentarem necessidades especiais e sempre que, em função de condições específicas, não for possível a sua inserção nas classes comuns de ensino regular, observado o disposto no Capítulo V (Da Educação Especial) do Título V da Lei n º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional;
V – o estímulo à inserção da pessoa com transtorno do espectro autista no mercado de trabalho, observadas as peculiaridades da deficiência e as disposições da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente);
VI – a responsabilidade do poder público quanto à informação pública relativa ao transtorno e suas implicações;
VII – o incentivo à formação e à capacitação de profissionais especializados no atendimento à pessoa com transtorno do espectro autista, bem como a pais e responsáveis;
VIII – o estímulo à pesquisa científica, com prioridade para estudos epidemiológicos tendentes a dimensionar a magnitude e as características do problema relativo ao transtorno do espectro autista no País.
Parágrafo único. Para cumprimento das diretrizes de que trata este artigo, o poder público poderá firmar contrato de direito público ou convênio com pessoas jurídicas de direito privado.
Art. 3º São direitos da pessoa com transtorno do espectro autista:
I – a vida digna, a integridade física e moral, o livre desenvolvimento da personalidade, a segurança e o lazer;
II – a proteção contra qualquer forma de abuso e exploração;
III – o acesso a ações e serviços de saúde, com vistas à atenção integral às suas necessidades de saúde, incluindo:
a) o diagnóstico precoce, ainda que não definitivo;
b) o atendimento multiprofissional;
c) a nutrição adequada e a terapia nutricional;
d) os medicamentos;
e) informações que auxiliem no diagnóstico e no tratamento;
IV – o acesso:
a) à educação e ao ensino profissionalizante;
b) à moradia, inclusive à residência protegida;
c) ao mercado de trabalho;
d) à previdência social e à assistência social.
Parágrafo único. Em casos de comprovada necessidade, a pessoa com transtorno do espectro autista incluída nas classes comuns de ensino regular, nos termos do inciso IV do art. 2º, terá direito a acompanhante especializado.
Art. 4º A pessoa com transtorno do espectro autista não será submetida a tratamento desumano ou degradante, não será privada de sua liberdade ou do convívio familiar nem sofrerá discriminação por motivo da deficiência.
Parágrafo único. Nos casos de necessidade de internação médica em unidades especializadas, observar-se-á o que dispõe o art. 4º da Lei nº 10.216, de 6 de abril de 2001.
Art. 5º A pessoa com transtorno do espectro autista não será impedida de participar de planos privados de assistência à saúde em razão de sua condição de pessoa com deficiência, conforme dispõe o art. 14 da Lei n º 9.656, de 3 de junho de 1998.
Art. 6º O § 3º do art. 98 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, passa avigorar com a seguinte redação: “Art. 98. .........................................................................................
........................................................................................................
§ 3º A concessão de horário especial de que trata o § 2º estendesse ao servidor que tenha sob sua responsabilidade e sob seus cuidados cônjuge, filho ou dependente com deficiência.

Art. 7º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

* Aniversário do vovô Jaime.

Vitor, seu irmão Rafael e algumas primas 
comemorando o aniversário do vovô Jaime.
Ontem pela manhã fui a igreja agradecer a Deus pelo ano letivo dos meus meninos. Logo estaremos de férias e com certeza este foi um ano muito bom, cheio de conquistas.
Para o Vitor, houve grandes avanços tanto no que se refere ao desenvolvimento cognitivo e motor, mais princialmente no aspecto social. E o mais legal é ver que todos concordam, recebo sempre elogios do desenvolvimento do Vitor na escola, na natação e também entre nossos amigos e familiares. Agora ele está curtindo a ideia de não precisar mais acordar cedo para ir à escola e já está com vários planos para as férias.
O dia terminou com uma festinha de aniversário para o vovô Jaime e mesmo sem querer participar do parabéns, ele curtiu muito encontrar com nossos familiares, brincar e conversar.

sábado, 17 de novembro de 2012

* Muita vitória pra comemorar!

Se já teve um tempo que eu chorei ou me desesperei, esse tempo ficou lá no passado, tenho tido cada dia mais motivos para comemorar. Os avanços do Vitor não param de crescer. Agora, com 5 anos e meio, ele gosta cada vez mais de passear não só comigo e com o pai mais também com outros parentes. Essa foto linda ai do lado foi tirada ontem em uma festa que ele foi com os tios. Me contaram que ele se comportou muito bem, e eu acredito.
Cada dia vejo que ele tem se expressado com mais naturalidade, argumenta e começa a relatar fatos ocorridos na escola, na natação e quando eu chego do serviço, sempre tem alguma novidade que ele  conta e me deixa encantada.
A novidade agora é que ele está planejando sua próxima festa de aniversário (grandes avanços para quem até pouco tempo nem suportava falar em festa de aniversário). Fala quem ele vai convidar, o que terá para comer,  aonde será a festa, o tema (carros 2), mais ainda não quer saber de cantar parabéns. Eu me divirto muito ouvindo seus planos e consigo embarcar nesses projetos. Com toda certeza independente de festa ou não, tenho muito o que comemorar.

domingo, 4 de novembro de 2012

* Passeios com os tios (TUDO DE BOM!)

Cada dia o Vitor está mais sociável, mais tranquilo e conseguindo se divertir mesmo com pessoas estranhas. A algum tempo atrás, ele não saia de casa sem ser comigo ou com o pai, não por falta de vontade nossa ou falta de convites, mais porque ele não aceitava. Esse ano, o Vitor está apresentando grandes progressos e o maior deles certamente é a socialização. Agora ele já confia em outras pessoas próximas, aceita passear com os tios e olha que ninguém precisa chamar duas vezes. Tem se comunicado bem, gosta de brincar com outras crianças e mesmo quando não está afim de brincar com os outros, permanece tranquilo. Um dia desses, enquanto ele e os outros três primos brincavam na casa da minha mãe, ela disse que o único que não aprontava confusão e nem se metia em encrenca era justamente o Vitor.

PASSEIOS SEM A MAMÃE

Se refrescando do calor com o Tio Marcelo e o primo Davi
Pura diversão com o primo Davi.
 Quanta alegria!
Esperando o vovô consultar com o tio Guina.
 O IPad foi presente do Tio Guina no Natal.
Tem ajudado muito no desenvolvimento do Vitor.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

* Dia das crianças 2012.

Muita diversão no parque da cidade.
Passou o dia das crianças e eu pude presenciar grandes momentos de felicidade dos meus filhos. Como os meninos já tem muitos brinquedos, esse ano eu optei por estar com eles, brincar com eles e aproveitar para curtir os jogos e brinquedos que eles já tinham. 
Realmente, vi na prática que o importante não é dar presente e sim estar presente. 
O Vitor está mais comunicativo. Expõe suas vontades e interage melhor com nossos parentes. As birras e momentos de irritação estão mais raros (Graças a Deus).
Lugares muito barulhentos e pessoas desconhecidas continuam assustando o  Vitor. Nesse momento estou investindo em mantê-lo próximo aos nossos familiares, passear em lugares diferentes e devagar, vou colocando ele em contato com novas situações. 
Na semana do dia das crianças, ele foi a um passeio com a escola ao cinema pela primeira vez, fiquei muito apreensiva, mais deu tudo certo. A professora disse que ele estranhou um pouco assim que chegou (absolutamente normal) e que depois ficou tranquilo assistindo o filme. Que vitória!

O IMPORTANTE É SER FELIZ!

com os amigos...
 JUNTO COM OS AMIGOS...

...OU QUANDO ESTAMOS SOZINHOS.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

* O Asperger na sala de aula.

Algumas dicas importantes para profissionais de educação que trabalham com pessoas com Síndrome de Asperger.



COMPORTAMENTO DA CRIANÇA:


  • Poderá ser necessário, de vez em quando, redirecionar a atenção da criança a fim de que possam se organizar e serem capazes de atender as solicitações;
  • Evite responder indefinidamente quando a criança ficar questionando uma ordem ou instrução dada. Ele pode estar querendo manipular a situação. Nesses casos, uma breve explicação clara e lógica sem termos que possam ter interpretações questionáveis terão melhores resultados;
  • Procure falar baixo e de forma mais clara possível. Isso evitará dúvidas e os resultantes questionamentos e poderá servir de modelo para a maneira das crianças se expressarem sem tensões desnecessárias;
  • Quando a criança apresentar ansiedade tente tratar de modo normal sem aparente surpresa e procure dirigir-lhe um pouco de atenção de forma discreta. Isso o trará de volta ao ambiente;
  • Impor limites claros e firmes quando necessários (sem alteração da voz) e sem espaço para questionamentos;
  • Após o intervalo, horário de chegada ou educação física a maioria das crianças encontram-se em estado de alerta, elevar a voz para fazê-las ouvir pode elevar mais o estado de alerta deles;

Estabeleça uma rotina de atividades para que ele possa seguir durante as aulas e assim diminuir sua ansiedade;

Salas visualmente bagunçadas, carteiras fora do lugar, alunos que circulam muito pela sala, painéis nas paredes com poluição visual, cadernos e livros pelas carteiras são sinônimos de desorganização, agitação e desatenção do grupo. Um aluno com Síndrome de Asperger em um ambiente desses se desorganizará ainda mais, ficarão cansados mentalmente e estarão desatentos por conta da quantidade de estímulos externos. Procure "enxugar" o ambiente limpando-o visualmente. Isso irá contribuir para a organização de todos os alunos, incluindo o seu aluno Aspie.


ATIVIDADES EM SALA:

1.  Identificar seus interesses, (habilidades e dificuldades desse aluno);

2.  Verifique se o aluno está com atenção em você na hora de solicitar algo, se não tiver solicite a atenção dele por se aproximar um pouco;

3.  Um ponto muito importante para esses alunos será sempre a questão da formulação das questões nos exercícios pedidos. Nas atividades propostas, procure sempre escrever enunciados curtos e diretos, que permitam respostas pequenas ou questões de múltiplas escolhas;

4.  Procure orientar de forma simples e objetiva as atividades e sempre que possível de maneira concreta, nunca abstrata. Abstrações não são o forte desses alunos, mas se quiser aceitar o desafio poderá lhes ensinar a entender as abstrações e como identificá-las e atá mesmo criá-las em produções textuais. Se conseguir fazer isso poderá estar desempenhando um papel que jamais será esquecido na vida desse aluno;

5.  Fale com antecedência e clareza quais as atividades propostas, fazendo isso sempre de forma objetiva;

6.  Procure proporcionar em sua aulas, folhas de atividades relacionadas à matéria que está sendo dada, com um pequeno resumo feito de forma clara e objetiva que permita a compreensão do aluno;

7.  Tente reforçar os títulos e subtítulos com traços escuros, tanto no quadro como no material impresso, com letras um pouco maiores que facilitam a compreensão e organização das matérias ou atividades;

8.  Incentive o aluno nas Propostas Pedagógicas, desde que essas atividades estejam no nível de compreensão desse aluno. Poderá ser de ajuda se a criança já possuir em mãos o campo de estudo que será abordado naquele dia ou naquele período;

9.  Algumas crianças necessitam, após a explicação geral da atividade, que o professor se aproxime delas e retome os marcos de instrução para que consigam dar sequência na tarefa;

10.  Depois de uns 30 minutos de atividades pedagógicas é normal que o sistema de alerta e atenção da Criança Asperger estejam em baixa. Para regular esse sistema, mude um pouco "o ar" do ambiente da sala de aula. Uma pequena mudança no recurso de ensino, como uma paradinha para falar um pouco do porque a matéria faz sentido, ou onde ela poderá ser utilizada, ou simplesmente solicitar que o aluno com S.A apague o quadro, se ele gostar e ficar a vontade ao fazer isso ou levar um material de uma sala pra outra... coisas como essa regulará o sistema de alerta da criança e oferecerá novas situações preparando-o para receber mais informações sobre a matéria;


11.  Procure conhecer um pouco mais sobre a Síndrome de Asperger, bem como os aspectos específicos do transtorno e suas implicações.

Fazendo dessa forma, certamente seu trabalho poderá fluir melhor e o processo de adaptação para o professor, bem como para a criança e seus colegas será realmente inclusivo.

domingo, 7 de outubro de 2012

* Passear é bom demais!

Domingo é dia de passear.

A alguns meses eu decidi que não passaria nenhum final de semana sem levar o Vitor para passear. Quando era menorzinho sempre que saíamos eu acabava passando por apertos. Era comum que nossos passeios acabassem com birras, gritos, chiliques, etc...

Agora estamos tendo grandes progressos, procuro ir a lugares diferentes, desde parques de diversão a filas de supermercados. O
objetivo é colocá-lo em contato com o maior número de ambientes possível. 
 
 Claro que nem todo passeio é só diversão. Domingo passado, não conseguimos nem entrar na igreja para assistir a missa, e foram duas tentativas, em duas igrejas   diferentes. Paciência!

E assim meu filho está cada dia mais sociável. Adora ir à lojas de materiais de construção, farmácias, papelarias, aeroporto, livraria, brinquedotecas, restaurantes e mais um monte de lugares que a algum tempo atrás ele não entrava de jeito nenhum. 


A natação e a escola estão sendo importantes auxílios na socialização do Vitor. Ele gosta tanto de nadar que está fazendo tudo que o professor pede só para não deixar de ir para ás aulas. E ontem na reunião bimestral da escola, recebi um monte de elogios do meu vitorioso.
Folia na aula de natação.
 
Diversão no parquinho da escola.